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Contrato Vitalício

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portafundoscontratovitalicio23marConfesso que eu sou viciada no Porta dos Fundos. Eles acertam na maior parte do tempo e sempre que eu preciso de uns 5 minutos de break do trabalho eu vou no canal deles reassistir algum vídeo antigo para relaxar.

Dito isso, Youtube e Cinema são mídias muito diferentes e fazer um filme não é apenas enfileirar uma série de esquetes. A boa notícia é que Contrato Vitalício não tenta isso, a má notícia é que 90 minutos de esquetes teriam sido bem mais divertidos. Na verdade, se eu ri na sessão, foi mais pela risada do único espectador da minha sala que estava realmente se divertindo, e que tinha uma risada hilária.

Contrato Vitalício é sobre uma dupla de ator (Porchat) e diretor (Duvivier) brasileiros que vão para o festival de Cannes e ganham o prêmio do júri. Depois de muita bebida, muita festa e muita brasileirice – e deixa eu dizer, somos todos um pouco Porchat turistando “na gringa” – Duvivier desaparece.

10 anos depois, de volta a Cannes, um Porchat já infeliz com os rumos de sua carreira, reencontra o amigo que surge – do nada – contando que foi abduzido por alienígenas do centro da terra. O diretor que é imediatamente aclamado pela mídia sensacionalista e pelo agente de Porchat começa a contar sua história em um nova produção. O filme dentro do filme serve como base para as críticas a arte e o estrelato brasileiro, onde o importante é aparecer, seja no que for.

Alguns dos personagens secundários, seriam ótimos assuntos para esquetes, como o produtor que vive no celular, o repórter de revista de fofocas, a preparadora de atores, o “detetive” e a blogueira fitness (essa até já teve o seu), mas cansam na telona. Como estereótipos que são, só aparecem para repetir sua piada que nem era tão engraçada para começo de conversa.

O filme se sustenta pelo carisma dos personagens principais que mais parecem versões cinematográficas de seus intérpretes (vai dizer que o Duvivier não parece ter sido abduzido?), que são os únicos personagens que, bem ou mal, se desenvolvem, mas cai no pecado que ele mesmo critica, sendo um filme raso e, em certos momentos, incompreensível, que chama atenção por ter um nome hyphado por traz. No fim das contas, o Porto dos Fundos não consegue ser na Telona o que é no Youtube.

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