Oscar 2010

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Eu não sei se eu tava mais aberta a idéia, ou se as minhas esperanças são tão baixas quando se trata de Oscar, mas esse ano foi realmente surpreendente. Começando pelos menos prestigiados, eu já achei a escolha de logorama um avanço para a academia. O curta de animação, para quem não sabe, usa uma toneladas de logos e marcas para contar sua história, tendo como personagens principais, os bonecos da michelin, big boy e claro, Ronald Mcdonald. Para quem quiser ver, antes que alguma marca se ofenda e processe todo mundo, Parte 1 e Parte 2 no youtube.

Outra coisa que me surpreendeu bastante foram os dicursos muito coerentes de Sandy Powell, que subiu ao palco pela terceira vez para receber o prêmio de melhor figurino (Shakespeare apaixonado, Aviador e este ano A Jovem vitória), dedicou sua estatueta aos figurinistas que fazem filmes contempoâneos, reconhecendo o trabalho que a própria academia não reconhece, e Michael Giacchino, ganhador do prêmio de melhor trilha original por up – altas aventuras, que incentivou todos os aspirantes a cineastas pelo mundo a seguirem sua paixão (brigada, tio Michael, eu tava precisando de um incentivo).

No mais, Jeff Bridges, considerado por muitos um dos mais subestimados atores de sua geração, finalmente (essa é sua quinta indicação) levou para casa um Oscar de melhor ator por Coração Louco.

E, claro, eu não poderia deixar de comentar que “Avatar” perdeu o prêmio de melhor filme para “Guerra ao terror”. A produção independente de baixo orçamento foi a grande vencedora da noite, levando seis dos nove prêmios aos quais concorria, inclusive, pela primeira vez para uma mulher, o de melhor direção para Kathryn Bigelow, que, ironia do destino, é ex de Jim Cameron. O filme foi considerado a zebra por muitos, mas a verdade é que Jim já devia esperar uma vez que Guerra ao terror levou dele também o Bafta, premiação britânica que é o melhor indicador para o Oscar.

Depois de tudo isso, só posso dizer que é lindo acordar no dia internacional da mulher sabendo que, depois de 81 anos de domínio masculino, finalmente temos uma diretora com a estatueta.

Então, Parabéns a Kathryn Bigelow e um feliz dia das mulheres a todas nós pobres mortais.

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