A Árvore da Vida

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A Árvore da VidaAmado por uns, esquecido por tantos outros, Terrence Malick é o tipo de diretor que faz filmes para uma pequena parcela de cinéfilos. Isso, é claro, não quer dizer que ele seja melhor nem pior que os outros diretores.

Por que assistir a Árvore da Vida? Porque ele ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Porque é do diretor Terrence Malick, que faz em média, um filme a cada 10 anos – e se o cara leva tanto tempo assim amadurecendo uma idéia só pode ser boa, neh?!

Tá, e o filme? Malick acredita na experimentação do mundo e é isso que seus filmes almejam nos proporcionar. Mais do que agradar a um expectador passivo com uma obra de puro escape, ele quer que você ganhe uma experiência.

Em Árvore da Vida, a história não poderia ser mais normal. Brad Pitt é um pai rígido de cuja motivação é tornar os filhos melhores que ele. Uma história banal em vários momentos clichê contada de uma forma inteligente e madura, mas que dá raiva nos seus momentos discovery – eles até tem um ponto, mas poderia-se ter ido direto a ele sem perder 20minutos da vida dos espectadores para ilustrar o óbvio, afinal, a conexão entre todas as forma de vida na terra já está explicitada na escolha do título.

Muito mais interessante do que a maioria das coisas que se vê nos cinemas hoje em dia, mesmo que não diga nada de novo. Deve agradar a espiritualistas, mas decepcionar o público em geral com seu final a la “e foram felizes para sempre” numa cena em que clichê é pouco para descrever.  Tipo do filme que ficou meio morno para quem assiste hoje, não sei se ele vira cult ou parte para o esquecimento.

O que eu aprendi com A Árvore da Vida?

– Seus atores não precisam saber exatamente o que estão fazendo em cena. (Não entendeu? Clique aqui)
– Se eles não souberem, mande-os andar ao léu e fazer cara de paisagem que dará tudo certo.
– O conselho acima funciona melhor se você não apresentar o personagem propriamente.

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