LOVE

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Poster love netflixMickey e Gus terminam seus relacionamentos e se conhecem da forma mais inesperada, a não ser em Hollywood, ela sem dinheiro para pagar as compras, ele, como “cara bonzinho” salvando ela. E a partir dai se desenvolve um relacionamento cheio de altos e baixos.

A nova série do Netflix talvez pareça uma comédia romântica entre um nerd e uma “garota legal”, mas vai além, investigando a fundo seus personagens, como seres multidimensionais, e, consequentemente, as relações humanas. A bondade de Gus é questionável, bem como o quão cool Mickey realmente é, porque ninguém consegue se manter um só, na sua melhor versão em todos os momentos do relacionamento.

Love é desagradável, pois não trata os personagens ou seus relacionamentos da forma romantizada que estamos acostumados a ver nas telinhas e telonas. Além disso, a série foi feita para o Netflix, ou seja, pensada para se assistir a vários episódios seguidos (binge-watching), por isso, os personagens levam seu tempo para se desenvolver.

Relacionamentos frustrados e frustantes que se desenvolvem sem pressa não é bem o que se imagina ao ler o título. Eu confesso que pensei em parar de assistir algumas vezes, entretenimento não deveria ser tão cansativo quanto a vida, afinal. E o problema de Love é exatamente esse, a série imita inclusive as partes lentas, chatas e sem objetivo da vida. Não há a satisfação de uma história tradicional, mas as incertezas de conhecer verdadeiramente o outro.

O que me fez continuar, um episódio de cada vez, foi o fato de que, mesmo com todos os problemas, Gus e Mickey são personagens interessantes, com diálogos brilhantes. Gus e Mickey são pessoas eu gostaria de conhecer, que fazem as piadas que eu faria, que se reúnem para inventar músicas tema para filmes em música tema. Os personagens são evidência (ainda que fícticia) que as pessoas mais interessantes não sabem o que querem da vida.

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